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De acordo com a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, que faz parte da OMS, a poluição causou 223.000 mortes por câncer de pulmão em todo o mundo em 2010.  A maior parte dos casos se concentra em países recentemente industrializados, como a China e a Índia. Segundo a organização, a poluição está relacionada principalmente ao câncer de pulmão, mas também há provas de que eleva o risco de câncer na bexiga [1]. Até 2050, a poluição do ar será a principal causa das mortes prematuras por câncer de pulmão em nível global. Esta é a afirmação de uma equipe de especialistas da Universidade de São Paulo (USP) em recente artigo publicado pela revista Nature. Países em desenvolvimento são apontados como os mais vulneráveis a este mal. “Cidades da China, Índia, Indonésia e Brasil possuem níveis de poluição muito altos, mas há outras que não medem e não informam a poluição do ar, que pode ser maior. O fato de estarem se comparando é sinal de que querem melhorar”, afirma Carlos Dora, coordenador do Departamento de Saúde Pública e meio ambiente da OMS [2]. Assista a matéria:   No Brasil, um dos maiores centros urbanos, o Estado de São Paulo, apresentou um nível médio de material particulado fino (MP2,5) mais de 2 vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde, em 2011. O resultado se baseia em informações sobre os níveis de poluição entre 2006 e 2011 e faz parte de pesquisa da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Saúde e Sustentabilidade [3], com participação da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O trabalho também aponta que no ano de 2011, houve cerca de 17 mil mortes e 68 mil internações de pacientes mais suscetíveis a doenças associadas à poluição, como câncer de pulmão, doenças respiratórias e problemas cardiovasculares, as quais geraram uma despesa de cerca de R$ 240 milhões para as instituições públicas e privadas de saúde do Estado. O estudo teve a colaboração do professor Paulo Saldiva, da Faculdade de medicina da USP. “O objetivo foi apresentar dados ambientais sobre a poluição por MP2,5 no Estado de São Paulo e avaliar os seus efeitos para saúde, mortalidade e adoecimento, bem como os gastos com internações devido a problemas ocasionados pelos poluentes”, afirma a médica Evangelina Vormittag, do Instituto Saúde e Sustentabilidade, que participou da pesquisa.   Como os materiais fotocatalíticos podem ajudar Enquanto são tomadas medidas para evitar a poluição, artistas, arquitetos e vários segmentos da sociedade tem utilizado materiais fotocatalíticos para melhorar a qualidade do ar. Veja abaixo alguns monumentos,  obras públicas e manifestações artísticas que utilizam materiais fotocatalíticos que tornam os grandes centros urbanos um lugar melhor para se viver.

arvore O artista italiano Andreco criou a sua “Árvore Filosofal” na lateral de um edifício de cinco andares na cidade de Bolonha. O mural tem quase 18 metros e foi pintado com tinta fotocatalítica.
indigo O edifício Indigo Tower, uma das maiores obras autolimpantes do mundo, na cidade de Qingdao (China), será todo revestido de dióxido de titânio. Uma necessidade num país em que a população respira um ar 40 vezes mais poluído que o limite estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).Durante o dia, a reação fotocatalítica dos gases poluentes ocorre na superfície fotocatalítica  sob luz solar. À noite, a reação é mantida por uma série de luzes ultravioletas que são alimentadas por energia coletada a partir de painéis fotovoltaicos durante o dia. A torre será um objeto indigo brilhante na noite variando em intensidade de acordo com a quantidade de energia solar coletada durante o dia.
A  Igreja dos 2.000, construída em comemoração aos dois milênios do cristianismo, recebeu uma camada da tinta com dióxido de titânio.A igreja foi idealizada pelo arquiteto americano Richard Meier e foi construída em Roma.
 México O painel de cerâmica de 2.500 m² na fachada do Hospital Manuel Gea Gonzales, na Cidade do México, carrega a missão de garantir a saúde da população também do lado de fora do prédio.Tem-se sugerido que o produto consiga neutralizar a poluição produzida por 900 carros.
Em 2012, estima-se que uma escultura na frente do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York , retirou da atmosfera a poluição gerada por 260 carros.Para tanto, a obra foi borrifada com spray com nanopartículas de dióxido de titânio [4] .
 mane O novo Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e o Mineirão  têm a cobertura revestida com uma membrana revestida com dióxido de titânio.
 natal  Os vidros do Museu Parque das Dunas, em Natal – RN são autolimpantes, com tecnologia baseada nas reações fotocatalíticas do dióxido de titânio.

Conhece alguma cidade no Brasil que esteja utilizando revestimentos fotocatalíticos para melhorar a qualidade do ar e tornar a cidade mais humana? Envie um post para contato@photocatalysis.info [1]  http://veja.abril.com.br [2] http://www.gazetadopovo.com.br [3] http://www5.usp.br [4]  http://www.archdaily.com.br http://www.archdaily.com.br/br/01-57777/foi-inaugurada-wendy-a-estrutura-ganhadora-do-yap-moma-ps1

Categorias: Midia, Sociedade

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